segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Nova novela da Globo explora crença na reencarnação




Enquanto alguns líderes budistas se opõem ao tema, outros comemoram a exposição da religião na TV
por Leiliane Roberta Lopes

Nova novela da Globo explora crença na reencarnação
Nova novela da Globo explora crença na reencarnação
A próxima novela das 18h da Globo será “Joia Rara”, e antes mesmo de estrear o folhetim já está dividindo opinião de líderes religiosos, pois tema principal da novela será a reencarnação.
Na trama, Pérola (Mel Maia) filha do casal de protagonistas Amélia (Bianca Bin) e Franz (Bruno Gagliasso) será a reencarnação de Ananda uma mestre budista dos Himalaias. Antes de morrer o religioso irá ajudar Franz a sobreviver após uma avalanche.
Enquanto alguns líderes budistas comemoram a exposição que a religião terá na novela, outros criticam a abordagem de um assunto tão polêmico como é o caso da reencarnação. O lama Zopa Norbu, do centro de difusão do budismo dos Himalaias Jardim do Dharma, disse à Folha de São Paulo que a novela já vai começar errando. “Para mim, eles já começaram errado. Não se pode colocar a reencarnação numa novela”.
O problema está em mostrar um ensinamento budista para milhões de pessoas que não possuem a mesma crença. “No budismo se ensina isso, mas não é um conhecimento para se colocar numa novela, para [ser visto por] milhões de pessoas que não têm essa crença”.
Já a lama Sherab, professora residente no Templo de Três Coroas (RS), a oportunidade de divulgação do budismo é importante e por isso ela está “superfeliz”, mesmo entendo que “existe o risco de haver um entendimento pela metade” no que se refere à crença da reencarnação.
“Joia Rara” será ambientada em 1930 e vai mostrar uma história de amor proibida, um clichê que ajudará o público a aceitar melhor essa crença na reencarnação, como explica Thelma Guedes, co-autora da novela ao lado de Duca Rachid.
“É um erro subestimar a capacidade do público de receber os temas. O público espera ver um folhetim. Se você o fizer, com os clichês que estruturam esse gênero, e abordar dentro dessa estrutura qualquer outro tema, o público estará disponível para recebê-lo”.
Receoso com possíveis comportamentos de intolerância vindo do público, o lama Norbu pede para que os telespectadores vejam a trama ignorando os aspectos budistas. “Veja simplesmente como uma novela”, diz.

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