segunda-feira, 29 de abril de 2013

“Feliciano me representa” gritam fiéis ao pastor no Gideões


“Deus me ama como homossexual”, diz prefeito de Lins

O primeiro prefeito assumidamente homossexual se sentiu ofendido com as palavras de Marco Feliciano
O prefeito de Lins (SP), Edgar de Souza (PSDB), concedeu uma entrevista ao G1 falando sobre sua vida política e sobre sua sexualidade já que ele foi o único candidato homossexual assumido que se elegeu nas eleições municipais de 2012.
Aos 34 anos, o prefeito tem uma longa trajetória política, somando três mandatos como vereador da cidade. Porém sua opção sexual foi declarada apenas no último comício da campanha do ano passado quando ele revelou que mantém um relacionamento estável com outro homem há nove anos.
“Eu não tenho que esconder com quem eu vivo, quem eu amo. Se eu esconder, não mereço ser prefeito de vocês. Deus me ama como homossexual”, disse Edgar de Souza.
Formado em sociologia, o prefeito sempre teve ligações com a Igreja Católica e com a teologia da libertação. Sua ligação é tão grande que ele teve um embate pessoal com um documento publicado pelo Vaticano onde o papa Bento 16 dizia que homossexuais não poderiam atender ao sacerdócio.
“A minha formação cristã fez eu reconhecer que Deus me ama como homossexual”, disse ele que entende que a “vivência nas comunidades é muito maior” que seguir a vida como sacerdote.
Na entrevista o prefeito foi questionado a respeito das declarações do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) que foram consideradas como homofóbicas e Edgar de Souza se mostrou inconformado com a visão do parlamentar evangélico sobre este assunto.
“Me senti muito ofendido quando o Marco Feliciano colocou no Twitter que o destino da criança criada por casais homoafetivo é ser vítima de pedofilia. É uma idiotice que não tem tamanho. A maior parte de casos de pedofilia acontece em relações heterossexuais”.
Para ele Feliciano foi idiota ao ligar pedofilia e homossexualismo. “Larga a mão de ser idiota falar uma coisa dessa. Ele coloca todo mundo sob suspeição. Sabe aquela coisa, se na rua tem um traficante todo mundo se torna traficante”.

“Feliciano me representa” gritam 


fiéis ao pastor no Gideões

Evangélicos receberam o parlamentar ao som do Hino Nacional gritando “Feliciano me representa”.
por Michael Caceres

“Feliciano me representa” gritam fiéis ao pastor no GideõesMarco Feliciano é aclamado por evangélicos no Gideões
Milhares de evangélicos vindos de diversas partes do Brasil se reúnem todos os anos na cidade de Camboriú, Santa Cataria para acompanhar as reuniões do maior congresso de missões da atualidade, o Congresso Internacional de Missões dosGideões Missionários da Última Hora.
Pregando desde 2001 no evento, Marco Feliciano, pastor e deputado federal pelo Partido Social Cristão, é sempre um dos conferencistas mais aguardados no evento. Neste domingo (28) não foi diferente. Desta vez o motivo era outro.
Envolvido em polêmicas desde que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) o parlamentar tornou-se principal notícia nas mídias do Brasil.
Ativistas chegaram a acusá-lo de racismo e homofobia por causa de declarações polêmicas do evangélico nas redes sociais. Feliciano havia dito que “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé”.
Desde então, milhares de manifestantes haviam promovido campanhas pedindo a saída do deputado da liderança do colegiado. Uma das igrejas de seu ministério, Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, chegou a cancelar suas agendas com o líder por causa de manifestações na entrada do templo.
Nesta manhã centenas de jornalistas e sites de notícias esperavam a pregação de Feliciano, que ao assumir o altar informou: “Os jornalistas que quiserem ouvir minha declaração sobre a Comissão de Direitos Humanos terão que ficar até a noite, pois só falarei a noite”, passando o microfone para outro pregador.
Feliciano assumiu o altar à noite, por volta das 21 horas e foi aclamado pela multidão em Camboriú. Milhares de evangélicos receberam o parlamentar ao som do Hino Nacional gritando “Feliciano me representa”.
Marco Feliciano evitou falar sobre a CDHM, apenas agradeceu o apoio dos principais líderes evangélicos, entre eles: Abner Ferreira, Renê Terra Nova, Silas Malafaia, Samuel Ferreira, Bispo Manoel Ferreira, entre outros.
O parlamentar também criticou a mídia secular, lembrou o título da revista Istoé “O homem que afrontou o Brasil. Por que ele não cai?”, e respondeu: “Não caiu por causa das orações dos crentes”, disse antes de destacar: “Nunca houve tanta oração por uma única pessoa”.
“Pinçaram palavras polêmicas desenhando uma figura de um monstro. Se eu fosse um monstro não teríamos esta multidão me assistindo. Minhas pregações não despertam o ódio, despertam a convicção de seus pecados”, continuou.
Feliciano aproveitou a ocasião para incentivar os evangélicos a boicotarem as emissoras de televisão que tem se manifestado contra os evangélicos: “Não assistam mais suas novelas”.
Assista:

Marcelo Rossi diz que Marco Feliciano não deveria estar na política

O líder católico de maior credibilidade no Brasil não concorda com a participação política de religiosos.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo o padre Marcelo Rossi comentou sobre a permanência do deputado federal pastor Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos e se mostrou contrário à participação de líderes religiosos na política.
Na visão do líder católico, não há como ser pastor e político ao mesmo tempo. “A partir do momento em que se diz um pastor, não dá para ser ao mesmo tempo um líder político. Acho importante ter uma bancada católica, como existe a evangélica. Mas não acho correto padre, bispo, pastor se candidatarem, porque aí estou transformando um púlpito num palanque.”
Rossi, que estará lançando mais um livro nos próximos dias, comentou que Feliciano tentou provocá-lo ao afirmar que ele como padre também pede dinheiro aos fiéis. “Eu nunca pedi dinheiro. Pelo contrário. O jogo deles é criar guerrilha”, disse.
Apesar de não concordar com a participação política de Feliciano, o padre Marcelo Rossi concorda com ele no que diz respeito ao casamento gay. “A palavra de Deus é clara: Deus criou o homem e a mulher. A igreja acolhe o pecador, mas não o pecado. Não vai poder legitimar o casamento entre homossexuais. Mas acolhe com carinho.”
Assim como os demais padres católicos, Rossi também não concorda com a adoção de crianças por casais homossexuais e diz que quem é cristão não pode apoiar tal coisa. “Você quebra o sentido do que é família, que é o homem e a mulher, o pai e a mãe. São princípios bíblicos. Não sou eu que vou contrariar a palavra de Deus. Seja evangélico ou católico, a partir do momento em que você é cristão, não dá.”




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